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Conheça as características do empreendedor que tem mais chances de sobreviver à crise

Conheça as características do empreendedor que tem mais chances de sobreviver à crise



Sobreviver na crise é para os fortes. Especialistas dizem que há características importantes que diferenciam os negócios que vão sair inteiros e os que vão fracassar quando a pandemia passar. Tudo é um trabalho de formiguinha.

 

Patrícia Santos montou uma fábrica de cookies em 2017, com uma bagagem de 18 anos como executiva de multinacional, mas a crise do coronavírus abalou seu sonho.

 

“A gente estava muito bem. Não dá pra desistir agora. O que a gente tem que fazer é parar, pensar e achar a melhor forma de conduzir nesse momento difícil”, diz a empreendedora.

 

Patrícia testou mais de 500 receitas até chegar ao que ela chama de fórmula matemática perfeita. E já nesses ensaios mostrou ser dona de uma característica que faz dela uma vencedora: a resiliência.

“A resiliência é a capacidade humana de diante de situações difíceis se adaptar e continuar insistindo, persistindo. Ela tem essa força humana de não se abater pelas adversidades, de continuar seguindo em frente”, explica o consultor Cláudio Carvajal.

Mesmo faturando 70% a menos, Patrícia manteve todos os funcionários e a empresa aberta. Encontrou soluções graças também a uma outra característica do empreendedor: a flexibilidade.

 

“A flexibilidade tem a ver com a nossa capacidade de desapegar do modelo anterior e nos adaptar a novos modelos. Literalmente a deixar pra trás”, afirma o consultor.

A empresária foi ligeira atrás de novos mercados: “As cafeterias e restaurantes pararam e a gente sofreu bastante com isso. Então, a gente falou: ‘agora temo que mudar o prumo, vamos mudar o rumo do barco e atender direto o consumidor final’”.

Outra característica muito importante para enfrentar essa pandemia é a colaboração.

Graças à tecnologia, em uma empresa de São Paulo, 16 mil pessoas estão dando as mãos e superando a crise juntas.

Gabriel Matias tem uma plataforma que conecta quem presta serviços de marketing a quem precisa dele. Depois da pandemia, mais de mil pequenos empresários se juntaram a ele.

“A gente faz desde a venda ao atendimento, a parte de produção e de gestão, tudo digitalmente”, conta o empresário.

“Hoje os consumidores estão procurando cada vez mais os canais digitais para se relacionar com as empresas, com as marcas. E se você não tem canal digital pra atender esses clientes, você vai perder para aquelas empresas que têm”, afirma Carvajal.

Gabriel reduziu preços e hoje presta serviços específicos e até 50% mais baratos. Já recuperou o faturamento pré-pandemia e vê uma luz no fim de 2020.

“Se você continuar fazendo as coisas do mesmo jeito, você sempre vai atingir a mesma coisa. Agora se você faz diferente, você vai atingir resultados diferentes”, diz Gabriel.


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